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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Ausência


Constantemente tropeço em quimera,
Na ausência irrequieta, no vestido no cabide (do mesmo feito.)

Nas noites não durmo e nas manhãs não acordo;
Fico no martírio; na necessidade de prosa;
Desejando que termine a agonia e desmanche a madrugada;
Que volte o normal das épocas de rosas.

As flores estão se perdendo,
Já não se ouvem as próprias pétalas,
as abelhas deixam de trazer o pólen para as falas
E a primavera caminha vazia
E de ausência perdem-se as flores.
Perdem-se os meses de ter novidades…

Passou-se aqui entre as rosas, varias estações,
Repartidos sorrisos, porfias dos jardins,
Deixa dos brotos, das flores, nos anos que teciam janeiros, fevereiros… e no final desabrochavam dezembro.

José Vitor