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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bravura

Não quero ser visto do lugar de onde me olham
De onde me olham. — Tão distante, a minha importância inexiste.
De onde me olham, o coração empolado pouco importa o pulsar.
De onde me olham a alma não compreende a virtude;
De onde me olham como criar uma literatura;
Se de perto me vir, saberão que tenho no olhar uma bravura,
E que os óculos no meu rosto me torna maior.
Quero ser visto na possibilidade de reconhecer as cores
De intuir a aquarela, sejam nos enfeites quaisquer, seja no vitral duro, no crepom enrugado de cores aguadas.
Sou um pedinte que tem nos joelhos a dor de querer Deus!


de J.Vitor