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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Avalanches

Avalanche de sentimentos 

Avalanches ocultas acontecem no improviso;
vem de pequenos sinais, fazem às vezes ruídos no ouvir, 
um sopro á toa, uma mesmice de garoa
se ajeita e dorme como ondas que se despejam lentamente sobre o leito. 



Seu efeito retorna lindo. Corre atrás das pedrinhas, deixa na areia parecer de cerdas: a cada tempo volta contrafaz, desmancha os cachos da duna, e faz um novo penteado.
Ah!, Se não existisse a avalanche e eu não estivesse nesta dor inquieta; 
então sentaria na minha Ubatuba, passaria o dia assistindo o meu coração.
Vez ou outra voltaria neste mar de letras e escreveria lascivas palavras, porém, doces!
Oh! Mar… que vaia tão longe!  Dobra diante dos olhos a esperança. Fico sem saber: onde estás? — longe… talvez não haja mais…

de José Vitor