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terça-feira, 23 de junho de 2015

A vida

Toquei no corpo da rosa
Ela beliscou-me a mão,
Achei que fosse defesa
Descobri logo que não.

Da mesma forma
Percebi do atrever
O sentido do entrever
Isso e aquilo, nos levou a coma.


Isso e aquilo, um furinho na palma
Verteu-se uma gotinha
Mais tarde uma ferida

selada de doce veneno.




Menina, tenho vontade de lhe enviar as mãos,
explorar redondezas. Me dê o direito dos delírios
farei dos dedos um procurador do desejo
um seguidor das estrelas.
Viandarei em tua nave, pousarei a libido
Pernoitarei o esmero sem permitir que durma a vida







A vida é dura enquanto dura
Mole quando o fole aumenta
E na pele a tormenta esquenta.

A vida dura e dura tão pouco
A pena que a escreve, é leve, eleva...
Preserva-se o tempo, prolonga-se os momentos.

Dura vida, mole vida, atrevida
Estica-se, encolhe, recolhe
Retorna ao seu ovo e entorna-se.



Lapido as minhas poesias na pedra dura
Penso que o seu pingo, de tanto tocá-la,
Esculpa-se um poço de porte altura,

Para guardar as rimas em suas valas.