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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Quando o pó se apaga





J.VLemes 

Quando Deus começou a brincadeira de dar  movimento para seus bonequinhos de barro, deu a nós um cartão de memória.  Poucas coisas havia. Talvez o exótico pardal viesse a surgir mais tarde, por misturebas de eras.
Sentado no meu silêncio entro nos dias de gêneses, olho para a macieira exibida; os lábios tremem, o rosto ruboriza, queima aorta que pulsa levianamente para às vezes em que o desejo se estica alcançando a janela do palácio verde.
Penso! Ah! Como gostaria de dar mais sentido para esta sombra de macieira sibilosa.
E pelo pensar rígido, teve o “Gerador” que aumentar os espaços —  criou arquivos com regras de acesso.
Sinto que sou uma Máquina cuja HD seja antiga. Muito mais retrógada que os dias de Eva.
Parado, compactando ideias, encontro espaços vazios, entro neles para esmiuçar o vocábulo, e descobrir seu estado bem antes da emancipação.
A verdade é, tem espaços inexplicáveis, lacunas vazias e quase como o breu de um sono. Quando me dou neles, sinto que um pouco de vida fica sem aclaração. Não que seja estranho, pelo contrário. Monologando,  sei que nestes vaus pode ter submergido o antes daquela briguinha de óvulo com gameta.
Fato é que a predominadora briga aconteceu e mais tarde, outras brigas eu causei.
 Quem dera eu fosse sempre um adulto e que coubesse  dentro das delinquências que crio um Adão antes de cair no descrédito.
Das vezes  que em mim venho, deixo dormindo um moribundo ansioso, mumificado com gases;  são instantes  nebulosos onde o que vive o presente mistura-se com expectativas.
 Se pudesse instalar em meus circuitos um novo formato, escolheria os dias em que o repertório celeste invadiu a minha casa de carne outras vezes de espírito.
Criei uma pasta em minha caixa de glória; entrando em seu intimo, comprovei o propósito do  amor.
Foram momentos onde o presente se exuberou. Percebi que o comportamento humano pode ser tão grande ao tanto de fazer transbordar os oceanos.
Se de quando navego mares abertos, a estrela Ursa Polar descesse para falar das indicações, aproveitaria (perguntaria para ela sobre o norte e sul e também lhe contaria caldos de segredos meus).  Confiariam  pecados pequenos, pois bem sei que a estes não geram penas.
Alias, contaria sim, tudo!
Pois, Se outros amigos ao passarem pelos mesmos lombos de ondas ouvissem da Ursa tais confidências, sentir-se-iam  à vontade para confessar também as suas anarquias. E assim quem sabe, num dos retornos em que eu viesse, recebesse conselhos e indulgências por ser um criminoso confesso e primário.
Quando as nuvens se abrem La no céu, sinais de brincadeiras necessárias acontecem.

Gotas alimentam o reino da terra e entre bilhares e bilhares, sou um reportador e testemunha que a inexistência não existe. Aqui, quando o pó se apaga, sobe a alma para  compreender o seu principio.