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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Meu começo

[ J.Vlemes ]

Minha pedra existencial perde-se assolada.
Em suas eras sobe um continuo morador
É sempre o mesmo, no começo tinha os ossos frágeis
Sua pele se parecia com um tecido liso, tratava-se de um menino carregando no rosto a faceta de primitivos dias.
De tempos em tempos se fazia diferente
Em suas primeiras apresentações morava nele um juvenil que pelas manhãs, erguia-se, corria, e assim ia se depositando para os demais romperes.
Não tardava: no ciclo virado, lá vinha ele, carregado de si, ajustava o labirinto, centralizava os passos e rompia o sertão de cada oportunidade.

Minha pedra existencial se perde assolada.
As eras sobem em suas escadas.
Esculpi uma construção com pinças de metal
Seu enfoque mostra um homem de tope
Escorre dele estalactite literária.
Seu interior é vitrificado. Suas paredes são jaspes.
Suas pálpebras  representam cavernas sonegas.
O pensamento é o único que entra e sai,
Que faz confabulações; o pensamento se orquestra numa mesa cinza, convoca o ministro da emoção, e
Após assistirem o silêncio, dormem…

Minha pedra existencial é uma nascença. Seus copos de água se derramam esôfago abaixo, banha cada ribeira, por menor que sejam as ilhas das células, lá, uma parte do mar  se deita nas praias, deixa o humo nas areias e, o restante volta em sulcos de outros rios. Há neste globo dois pontos culminantes: são como olhos de cachoeira que se despejam pelas paredes do tórax.  Trata-se de uma superfície sentimental, suas praias recebem as lágrimas de um atlântico revolto; ressacas voltam, trazem maresias.

Minha pedra existencial é proprietária de uma genetriz, de geografia, de geometria, que dá a ela as codornizes e os demais nutrientes do deserto.