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sábado, 20 de julho de 2013

CAPITULO XVIII - Minutos ou pulos?

[ J. Vitor ]

Se bem possa parecer, a vida não passa de um pulo!
Nesta noite eu dei um pulo dentro de um sonho, tornou-se um pesadelo. Agoniado, quis ficar somente na contemplação do sonho, foi impossível e contra a minha vontade, tive que vivenciar um pesadelo. Foram horrendas horas; havia nele dois traspasses: primeiramente secou o meu pé de chuchu, consequente eu fui me definhando entre a ramagem seca. Que me lembre, não sou de choramingar o inevitável. Sofro! Sofro aquela dor assim como sofri ter que assistir horas tão crua nesta madrugada! De repente, uma princesa buliu meu corpo, os meus olhos se abriram, e a claridade que vinha da cortina pulou das estrelas que já estavam partindo! Era o pulo da manhã.

Acordar naquele instante foi mais que um pulo; desvencilhei-me do pesar, fui ao parapeito do chão encostando o rosto na cerâmica fria; a comunhão daquele instante ergueu-se para o céu, percebi em mim que o coração ainda gemia, porém, já não era mais do terror, sim, pela visita que a alma me fazia naquele decorrer.
Conclui que todos os pulos nos leva ao lugar do nosso templo.