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terça-feira, 30 de abril de 2013

Mosaico da Vila

[ J. Vitor ]
Aqui ao canto de duas paredes, apoio meus cotovelos numa mesinha.
Meus olhos fazem um mosaico dos pedacinhos que saltam voluntários; o telhado vizinho compõe-se de uma cobertura de telhas francesas; a centena de metros adiante uma cruzinha faz um lindo latifúndio entre o amanhecer e o azul neon que em breve será desligado, 


a noite rolou tranquila, contudo ainda resplandece a prédica da noite anterior.
E assim, daqui de onde estou, assisto o restinho do anoitecer que se despede aos poucos.
Logo virão mais pássaros revoando ao redor da Vila. Cada canto trará o trinado de uma canção, de uma anunciação e até mesmo, quem sabe: profecia de sol!  De qualquer forma, já pus a garrafa de café sobre a mesa, a xícara exala um filete branco e doce. Ergo-me, vou até ao peitoril da sacada, olho de canto a canto, vejo de cada lado uma exposição diferenciada; do lado esquerdo um amontoado de prédios, do lado direito preserva-se ainda alguns hectares vazios, são reservas de matas com eucaliptos  distanciados um do outro; 

a minha frente está a vila com amontoados de casas, suas paredes são de muitas variedades, os estilos e tamanhos são desformes…
É o tudo…! o tudo composto de cores, belezas que convocam outras. Ao mesmo instante, olho para a terra, mas os primeiros raios de sol faz-me erguer o rosto, e com a sua tocha aviva a iris dos meus olhos de azul celeste!