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sábado, 6 de abril de 2013


[J. Vitor]


Cheguei a criar um poeta que não existe
Dei a ele um coração homérico.
Consenti que a rota do universo se embriagasse de subjetivos.

Cheguei a deixar que alma construísse uma casa no acaso
Menti para os meus pés, admiti que a vida caminhasse sem conhecer a estrada.
Tentei adivinhar sentimentos como se fosse magia sem compromisso.
Desisto agora. — É demasiadamente triste ser poeta!
Poeta não tem filhos.