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domingo, 10 de março de 2013

Carta para amante


[ J. Vitor ]

Querida!
Como poderei seguir só. Tu fizeste que nos campos nascessem margaridas, e que florissem primavera até para as ervas comuns.
Domesticaste os meus pés, deste-lhes  a liberdade das colinas.
Não há um só trilho em que não me deixasses ir. Teve vezes em que paramos em sombreiros, e lá nos aquietávamos como dois meninos, e como dois meninos o mundo fervilhava em novidades.
Não houve caminho em que não fomos.
Como poderei seguir só! Tu puseste tempero nas letras e delas nossa cama ouvia melodias inéditas. Seguidas vezes nos derramamos e nos perdemos entre os lençóis. O quarto! O nosso teto! Abafavam as truanices…
Querida!
Quando te verei novamente para que retornemos naqueles dias?