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sábado, 9 de março de 2013

Laura "inesquecivel"





[ J. Vitor ]

O tempo não tirara do arco Iris as suas cores ou do livro as suas paginas,
não tirara o menino em volta da mesa, junto do leite!
Pelo contrario somar-se-hão no glossário.

Fui bebê, bebi leite e copos de café.
Passou o uso das alpargatas, vieram os chinelos e sapatos,
(aparatos para os sábados).
Nos feriados e domingos usava as tenuidades de fé.
Os dias comuns amargavam-me de um sorriso despojado.
Era minha mãe entre trouxa de roupas sujas
Ora no coradouro alvejado, ora ensaboado,
Por fim lavadas e enxaguadas. Noutros momentos, lá estava anuída do ferro quente, na condição de tirar rugas, criar vincos; no final levar ao armário empanturrado dos dobrados guardados.
Na cozinha, apunha-se nos cabos das panelas, eram para fervilhar leite; para aquentar a água do café, o feijão caudaloso.
Seu afazer custeava as horas. O dia terminado, tínhamos as camisas de colarinhos engomados, todos os desvelos cuidados e até o sapato engraxado.
Pelas manhãs de horas várias, sempre ela… vestia duas ou três peças da roupa cuidada, e, saía pelas calçadas, rumava-se a outro trabalho.
Em madrugadas frias, de ventos… de chuvas. Enxurradas corriam lacônicas, não a venciam.
Ela breviloqüente cuidava de nós... Acautelava-se de tudo
“Por esta jornada ficou perene este esboço.”
Sou filho destas acuidades, sou filho daquele menino distraído.
Dele, lá me veio o moço sumariamente enredado,
Após, cá está o velho, este que agora sibila sumidade.

Os anos se foram, ficaram os carinhos do passado...
As aulas de grupo, a mãe querida! Amou o menino e foi até aonde é permitido às mães. Trabalhou. Foi mãe e morreu.
Fez tudo que a procedência do viver lhe pediu.
Prontamente fez seu último sorriso, partiu...
Foi levada pela sublime eminência... Após lhe veio o esquife da eterna residência. Levou-a... Mamãe querida… que Deus a construiu...



Homenagem p/ dona Laura