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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Vaguidão


[J. Vitor]

Diante ao cosmo me ajoelho, reporto-me de pó no distal do espelho.
Pergunto ao nada dos lugares em que estive — de resposta somente ouço o trovão que toa, o sol que raia, a lua que cochila…

Diante ao cosmo me alimento do primeiro dia.
Toco os ossos que se estilhaçam em ponteiros de instantes,
Após vago ao rompante e me reparto no universo,
que de reverso faz-me repetido como se a vida nada fosse — nem sal e nem doce.

Diante ao cosmo sinto que assim são os sentimentos,
Eles se dividem em emoções, bula o coração como folhetins de amor!
e depois se desmancha e reparações,  e depois, em manchas de ódio, e no final do após, vaga sua casinha no inferno.