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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Bati no portão


Aquele horizonte é alem dos algodões acinzentados.
As nébulas do conhecimento discreparam as portas
Sei então que atrás delas habitou a sorte

Voltarei lá, quero continuar aquelas noites.
Viajar novamente os cômodos. Dentro deles estive…!
Usei a cama da suíte.

Nos armários arquivei passados e pijamas…
Nas paredes... Outros tantos!! Um pedaço da vida ficou no quadro…
Nada trouxe, nem o auto-retrato para me recompor.

Voltarei… abrirei as pastas em arquivos,
Vou repor os ternos que tive: o amarelo, o verdinho e
outros… vale relembrar o preto camurça:

Foi com ele que me casei, foram três meses antes.
Bati em teu portão… esperei…
Foi então que a história começou:

A felicidade passou por lá, fez descer o céu,
Então lhe convidei para irmos à praça,
fomos como se já fosse chegado a lua de mel.

Magicamente veio o vento, tocou-nos com graça,
levou o pó do banco… nos assentamos;
distraídos… despetalávamos o trevo.

Brincamos tanto…! Pude-lhe roubar um beijo,
Veio à chuva, lavou a flores vermelhas,
pintou as outras em alusões de borboletas…

de J.Vitor