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sábado, 21 de julho de 2012

Ausência


Não ligam pra mim.
Vou ao telefone, não atendem.
Indignado, penso...
Não hão de aumentar o meu mal,
Afinal! Acho que estou bem
embora sem a nota cem
sem os fatores de quem…
sem viola, sem uma palavra para botar fora,
é, mas estou indo
só não rindo,
talvez esteja um tanto ditoso.
outro tanto com desejo gracioso:



...Tudo começou em Andurynn:
Nesta hora os botequins se fecham
Os gados cerram o mugido
O xerife tranca a Cadeia
O auxiliar dorme na vigilância
A noite pousa lacônica
Eu, forasteiro sem saber do pelourinho.
Amarro meu descaso no agidão da sonho 
O casaco esvoaça destemido
A bota range nos anéis da espora
É quando ouço um assovio tirado do escuro
percebo nela uma voz lúdica,
"fina de menina": é Luiza, a barmaid.
Convida-me para sair; — “quer contradizer Ou
quer dizer:” — eu ligo para ti
Aquieto-te o mal — diz ela!
Afinal, será prazer o que vier acontecer.

O Alazão galopeia pela noite
O chicotear o faz correr.
Entusiasmado, paro para perguntar, como adviestes?
Se não lhe contei o meu mal,
Se não lhe fiz saber da viola, nem do
quietismo que dissertei lá atrás?
Ela me responde, vindo... sinuosa...

A manhã chega atendida pelo prazer pretenso
Luiza seda-me de outro Jim
E eu continuo sem saber de mim.
Ergo-me da cama, suspenso…

Vou postar-me no braço da viola
Vou fazer ranger uma acorda, pois,
Não verei outro começo em Andurynn
Não terei outro sonho assim.

A música que toco, toca nas rádios.
O acorde é o mesmo do pensador, diz:
Chega de chorar, de só se lamentar
“vou sair ampliar o tal rediz”

Se depois, não voltar mais
E o tempo não vier atrás, saiba:
Tu és a Luiza, (the counter Lady.)
(Andurynn) é a cidade realidade de quando ligas para mim.

de J.Vitor