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terça-feira, 25 de outubro de 2011

A pluma e eu


Passeando pela abertura na encosta

bem ao beiral da colina, o chão começava do nada
o capim miúdo fazia a curva junto de algumas rochas
entre uma pedra e outra vi o pouso de uma pena
bem ali me vi no deslize daquela pluma
sem nenhuma pressa ela me ensinava a vida vagabunda:
deitar-se no descuido do ar morto.
O declínio da sombra arcava junto de nós… eu e a pena
Tive a calma mais serena, a dor mais amena.
Deixei que ela me ditasse seu sonho, porque quando ela despertasse
levaria junto dela o sôfrego
“Tudo vale a pena quando a alma não é pequena.” Fernando pessoa
Confirmo as palavras e digo: A pena da vida é leve quando a paz nos embevece; nos seus instantes ela dita beleza, se deita poética nas folhas do pensamento.

de J.Vitor