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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ainda hoje


Ainda hoje… quando passo diante da casa antiga,
Rebusco dias de estarmos na varanda.
Com o especulo da saudade advenho às abelhas
Vivo a nitidez da flor do antúlio, era fissionado em suas cerdas.
seus pêndulos amarelos fecundavam esperanças.
Bem ao canto ficava a cadeira namoradeira.
Na parede dois ganchos acolhiam o xaxim,
um de avenca outro… samambaia.
Quando a tarde decaia,
O sol se aconchegava entre as folhinhas verdes
por alguns furinhos os raios refletiam em seu vestido.
Eu acompanhava com o dedo, você sorria da minha malícia.
O nosso amor durou aquele janeiro e um restinho de fevereiro.
Depois sem saber o porquê você não pode mais me ver,
Hoje, depois de ter o meu coração vazado…
sei dar nome aquela razão:
Você era a filha do patrão...
Eu, humilde é só... não tinha legado...

de J.Vitor