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sábado, 3 de setembro de 2011

E agora drummond


Para satisfações redobro os minutos, 
recolho à cesto...  frustrações,
dou  enormidade  a vida, 
oportunidade nas rebatidas do coração;
simplicidade ganha a lida, 
ganha a organização dos órgãos,
se o menino vermelho reclama... ouço a ele: 
escondo o conhaque, salvo-me do pileque, 
e das coisas do moleque, das tavernas rebeldes

Estou em mim longos anos, 
fiz músicas para as emoções, 
namorei Maria, fiz poesia, 
e agora drummond...!?
como anular as minhas necessidades? 
Perdi o jeito de trabalhar, 
foram-se as amantes. 

Acordo!! 
A madrugada chora, 
a boca implora pelo amanhecer 
e o alvorecer não me levará à matinê, 
a tarde esqueceu-se do leme… 
Restam noites repetidas, 
longas horas de saber que La fora ainda cintila as estrelas, 
e que os poetas continuam a desenhar o dia.

de J.Vitor