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segunda-feira, 11 de abril de 2011

No pensamento

Na sacada do terraço, agito o pensamento.

Surge na imaginação um prédio de meninas
Irene, a vizinha boazinha
trago namoradas antigas para a lua de mel.
Quando espreito a operação da fantasia,
dou para a imaginação uma lente de buscar felicidade.
 “binóculo forte, vai além do raciocínio, ultrapassa as paredes, as cortinas, as peças intimas, e mais…”
— Consola-me de ficar olhando Alzira de quando sobe no queijo,
ou sai na toalha de banho.
Alzira é um dos fulgores.
Ocupa lugares nos meus crimes.
Iguais de quando éramos crianças,
ela aceitava brincadeiras de menino; (como catar amoras.)
Há uma brincadeira que nunca esqueci;  
— Eu,fazia de conta  ser o artista Piccaço.  
ela, — auxiliar. O matagal donde adentrávamos era além da natureza, lá, o mundo faz  de conta.
 — criávamos cabanas, hora um Atelier, hora uma cozinha, outra hora o lugar de dos servirmos de amora.  
Estando no Atelier; nossos rostos de mordacidade mudavam de nuanças…
inebriava  a capacidade de duas crianças…
ela segurava o pincel até que por final eu  mapeava a tela de sonhos.
Pouco a pouco,  trabalhávamos aquela arte intensa.
  Assim, eram as seguidas manhãs! 
Rumávamos pela trilha conhecida até que pousasse nosso cenário,
“uma moita de maracujá, um pé de amora!”
Sem nenhuma pressa Alzira sentava no chão sobre uma roupa qualquer,
e ainda sem pressa, tirava de Piccaço, seu  pincel.
Expunha-se eximiamente… um sorriso curioso; uma tela semipronta… 
Tela! ainda branca, lisa, sem marca,  sem veludo preto.
Tudo pronto, Piccaço se rendia diante da curiosidade.
Curvado, vasculhava com o dedo a vasilha,
pois, logo poria tinta e depois misturaria com as cores de cada grito.
Cedo começa a vida artista.  
Piccaço … na puberdade. Sua auxiliar mais ou menos idade igual.
Carregava  o fictício de mulher.
Pouco se importava com o pincel devasso tolhido sobre a tela.
Era um pincel louco… disposto ao cenário da manhã!
Esbarrou diante da Tela Louca, cobrindo-a de lá para cá
Tornava-se de cá para lá duas loucuras inacabadas!


Um louco varado Varou de lá para cá esbarrou diante douta louca
ficaram de lá para cá dois loucos!

de J.Vitor