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sábado, 16 de abril de 2011

O dia seguinte

Sou um tripulante perdido… atraco as mãos no muro da noite, atravesso a negritude, chego ao beiral do mar… fico assistindo a pele das águas bravejarem com a lua e os meus olhos acompanham o filete da luz jogado no distante, ou até aonde… não sei… ou pelo que se parece é reflexo que desponta atrás de uma porta semi-aberta; vejo no punhal da maçaneta o brilho do cromo embaçado… um braço força abri-la.
Passo o punho da camisa pela vista, como se fossem brisa, ou se eles… pudessem desmentir o mistério do infinito. O silêncio me acompanha escondido, não me basto pensar, precisaria gritar…!   Faço diferente — arco os joelhos no piso da memória e converso com a minha alma. Lá… ela chega…! Fala das ansiedades, das assembléias, fala dos gemidos… ergo-me —  fui atendido. 
“As lágrimas cessam, o coração corre; vem  atrás da cortina, traz a manhã nova; traz os amigos, (um a um), a cada um dou bom dia -  Sentamos na reserva, fazemos a merenda e saltitamos para o arraial.


  
de J.Vitor