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quinta-feira, 10 de março de 2011

Sou mar, neblina, nuvens


Escrevo porque não sei falar
sou o oco do coco : pouco e vazio
Ficar calado é tudo que faço.
É o meu maior espaço: minha casa, meu convívio
Um lugar de rolar lagrima, de sentir um gélido frio.
Sento-me no beiral da rocha, o mar trabalha quieto,
Os meus ouvidos põem-se no lamento das águas
Geme as pedras de quando a maré chicoteia abaixo… encharca-me os pés.
  “Sentei-me aqui após a missa”, nem ao pior percebi o terno;
não relaxei a gravata. Até o sermão… depositei a parte…
Fixo-me nas ondas distantes, cada uma que se quebra é uma linha do livro, é uma frase que se completa. Ah…! Como é sábio este autor!
Faz-me parecer transparente em sua palma. O vento está bravio…
Assopra… vem do meio do oceano, se junta na pele do mar, depois se quebra… faz-me parecer que estou num altar, e de junto das neblinas que vão se perdendo num conjunto azul… Só resta de mim os meus olhos, os demais é mar, é neblina, é nuvem me dizendo adeus!

Gostaria de me reverter, trocar algumas escritas por palavras ditas 
Vida é aquilo que se faz… 

de  J.Vitor