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domingo, 27 de março de 2011

Cinco sentidos

Quem dá ao cérebro o comando do quartel?  Quem lhe ensina a necessidade das consoantes, o uso das vogais? — certamente é a natureza prosaica! Certamente é a razão de Deus!, Respondeu-me. — Na imensidão estava o tudo; bastou que dele tirasse animo do inanimado, então o ar gemeu o vento assopraram, as ondas se ergueram. Não bastou o Reino. — Da solidão surgiu à semente, surgiu o verde depois o vermelho da maçã coberta do azul anil.
Do inanimado racional criou o cérebro, fez nele cinco propriedades, apareceram: o visual, a audição, o olfato, o paladar e a dicção.
v  Na visão: colocou conceitos abstratos em imagens reais ou mentalmente visíveis.
v  Na audição: colocou a condição de ouvir os anjos e seus
consertos musicais.
v  No olfato — colocou a percepção pelo perfume de Eva!
v  No paladar — Sentido do gosto; a gustação da maçã.
Na dicção — surgiu a produção do som a maneira de  declarar o amor. 
v  No tato a condição de sentir e realizar o Paraíso.

Desta condição ponho-me em uso, mostro a minha memória coberta com reservas de pensamento; então escrevo!

Escrevo por acreditar que é necessário promulgar e aprimorar todo fluxo de poesia, pois são poucas as horas de fantasia!
Coisas concretas são possíveis alcançá-las, as abstratas, somente pensamos. Mas as que queremos e com joelhos imploramos, vem do além, entra em nós, nos faz transpirar, tremer e imaginar.
O pensamento viaja por querê-las, sabendo que o caminho que tange a vida é curto. Talvez alguém consiga um espaço maior, mas, o espaço sem vida jaz sobre pedra dura e se perde.
Dentro dos nossos sonhos está o algo que nos memoriza, mesmo sabendo que as letras que usamos são emprestadas, e fazemos plágios com palavras que já foram usadas em outros poemas e texto. Contudo! Enriqueçamos o compendio! 
Pela ciência - nada se cria tudo se copia. - nada se forma tudo se transforma, - nada se faz tudo já está feito.
Dormimos pequenos acordamos maior.
Platão levantou muitas dúvidas… serão eternas dúvidas. E nas tantas que tenho, sei que a vida é plágio, porque escrevendo escrevo da vida que passou, e dos momentos até onde conseguir chegar! (Platão chegou até onde ele parou, não teve tempo para outro adeus, além do último… nunca mais…!)
Fico envergonhado ao escrever frases poéticas, tendo a impressão que as próprias letras, tarde me dirão – “Bobalhão”, porque me reformas? - Não gostaste da outra versão?
Foi perguntando que soube querer além… querer a alegria permanente, e prazeres eternos.
Quis os vidros de cristais santamente transparentes para que rodeasse as paredes das salas, quis esta casa, construída por pedras e materiais metafísicos de fantasiosos acabamentos; pisar pisos de brilhos reais. Levitar! Não sentindo o corpo mesmo sobre uma cama de plumas! 
Minha vaidade foi atingida sem poder ser diluída, ela, mais forte que a morte, envolve-me em lembranças, mesmo sabendo que é somente o último lugar na qual pode chegar, quem sabe sejas por ela, e que no lugar aonde chegar, cheguem os que foram próximos na vaidade do outro lugar!

de J.Vitor