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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Se de onde estou


FUI ALI, VOLTAREI A NOITE, SENTIREI SAUDADE…



Pra quem direi o nome neste silencio?
Se aonde quer que vá arrasta-se este pejo de sombras.
A tarde vem vestida de alarde, e as nuvens vagueiam vagabundas no bonde do universo.
sem destino voam as músicas que ouvia nas rádios.
Os ídolos cantam! os meus olhos reclamam; A roupa de ir ao baile paira no cabide… sem dono; até o sapato branco de sapatear no tablado descansa coberto de pó.
Como não tenho aquém apresentar meu nome, fico a olhar  o espaço calhado do nada: interpretativo da vida calada.
Para quem doarei este branco nodoado de abstinência?
— Meu coração corre por acervos de encerramento; quer parar num romance; não nestas frases sem referencias aonde mora um homem bordejado de desdém e que se perde de rebuscar o outro firmamento.
O que faço neste silêncio?
— Quero de volta a oportunidade de sorte.
Porque quando vier, vou locupletar-me dela, e dizer não só o nome, também o endereço do muito prazer!
O dia se abeira no declínio do entardecer; passeia nas horas primas; especula o relógio: quer saber do amanhã e de seu novo parecer.  


O silêncio ruía contínuo memorando vivacidades queridas,
por menos ficaram esquecidos os seus brinquedos rústicos,
Pois esta moldura levava-o a coisas perdidas.

Queria que voltassem às acuidades,
As perdidas no infinito azul...
Acenou.— Terminara o dia em prol!
Eram seus últimos raios, raios do sol...


De J.Vitor