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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Lírios do vale


Meu amor surgiu das flores do vale, 
plantou-se em minha pele um delicado gesto, 
depois capinou  em meus lábios, desceu sua formosura,

abriu valas nas minhas células, quando no reflexo me vejo: sou pedacinhos… sou quebra cabeça com a figura dela.  

Se me olho na claridade… sinto tal o Sol que garante a honra do dia.
Ainda direi… que fosse amena, somente a Lua descambando na noite,
seria o bastante; mas tenho  mais…  Tenho o olhar de Maria que reflete os nossos corpos nus! 
Tenho o torpor da paixão explodindo vida e eclodindo felicidades.
somos duas almas aguçadas de abraços.
Tenho certeza, que sobre tal  beleza… Deus abre seu sorriso
e pelo instante do Val amor nos permite o retorno ao paraíso.


Ser amigo!!!


 Se quiseres que lhe diga, ouça:
O ser amigo é aquele que lhe cria um paraíso,
nele planta árvores, encaixa frutos em suas galhas,  
coloca flores no jardim… Não descansa!

Ergue para Maria um prédio, pinta ele de pastilha,
e por ainda… ouve-se a voz: “Esta é a minha Rainha”.
Ele… um rei à toa, nasce no repente, surge nas pedrinhas dos olhos,
Abre a cortina da mente e propõe um convívio de corte!

Se quiseres que lhe diga, ouça:
O ser amigo tece sépalas nas pétalas coloridas,
e por ainda… expõe delírios no pistilo das flores!
Eleva seus braços de ébano… toda flora chora
e as servas da arrumação se dobram de favores…]


de J.Vitor








Meu Deus!... quem somos nós!...



Quanta verdade pode nascer quando alguém nos olha! O olhar é a primeira comunicação do coração, sem dizer que toda a natureza mora dentro dele.

Os olhos!... Grande indústria de revelar o universo, de rodear a terra, de construir moradias para o coração, sua concepção é tão perfeita que vende casa para alma.
Uma folha seca desce do seu lar, distraída… mistura-se entre borboletas, sorri quando o sopro do ar toca seu corpo... Fremindo… mais algum tempo despede-se… está partindo para um mundo solo!  sabe-se lá embaixo um novo colo!... Ela ira se desfazer aos poucos e aos poucos subirá pela raiz, será novo matiz... Um tanto verde outro tanto azul de lua, e quanto amarelo de sol!? E quanto doce de fruta!?...

Se dissermos que não somos como a folha, então nem para posteridade servimos. Sim! Mas temos o nosso valor, o coração serve para serpear amor, os olhos servem para acompanhar uma folha seca, a nossa fala emancipa a voz do outono, o nosso pensamento faz verso para os galhos vazios que tão logo… se vestirá de flores!  


de J.Vitor