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sábado, 11 de dezembro de 2010

Lua de mel

Uma turnê sem pressa

Saímos rumo à distância
sem pressa, sem premência
cabia-nos uma aventura:
tanger  a Val altura.

Aos poucos deixar ir-se apagando os rastros das latas
Aos poucos!… os últimos grãos de arroz desciam de nós
dava-nos espaço para outras volúpias… conhecer o inesquecível!
 dar o bom prazer para a chegada da núpcias  

Uma viagem sem pressa
sem importar-se com placas, com as loucas delinqüências
Devanear as mãos sem penitencias, destramar o olhar em cada segredo
perder-se sem fazer voltar qualquer enredo  

Uma seta dizia segue
Segui, parei, amei
Segui para a capital
Observava-se no cair distante
O horizonte semi-escuro
Desdobrado de campina
Dali o dilá… paragem
Tão perto do além...

Estou no meio do pecado,
Toco as estrelas
... Carne dos teus caprichos
Nos meus dedos molhados

Mordisco o bico, da lua
Teu olhar desorbita
Suspira atrevido
num cheiro teimoso e lascivo

Lá fora perco o sentido
Piso  teu vestido
Rabisco desmesuras, torturas...
Arquiteto desejo maduro.

Aspiro no quarto
O perfume do gel
A loucura coberta de mel
Pouso-lhe o seio farto

"Já decorei o meu papel"
sigo trilhos, me esparramo 
Faço parada nos lábios
na profundidade do céu...

Entro na noite de lua
Passeio sem limite
Vou ao paraíso
Relaciono a macieira
faço tal confisco

Quando de lá saio
Saio arrastado
Trazendo cada pedacinho
E os joelhos desconjuntados

José Vitor