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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O gozo da natureza

Sou homem.
Seguro o sexo murcho.
A mão desperta o mudo e o prazer faz volume,
surge volátil borboleta rara e branca
mais se parece com o gozo da natureza.
Suas asas se abrem numa forma de amor,
desprende-se de uma metamorfose
fica aprisionada nas grades. Desperta!
Faz arder à alma do mandamento!
— quer perpetuar a cidade, quer a Volubilidade fácil,
Expõe-se ao redor dos olhos!
Traz do corpo o martírio do desejo;
se esposa deliberadamente nu,
martela a seda, exubera o intimo,
e depois… pronto! Como se dissesse: tonto
quando na verdade faz o acalanto:
leva e traz, abre os lábios e o faz pedir mais,
até de se estar calado, ele jamais!
— Idealiza beijos.
Se disser não, ele lança no ar as delícias do lascivo
tão logo vem ao nariz. Um verdadeiro ator!
— Interpreta parte da cena, Se joga na arena
e um tanto se esparge perdido no lençol,
no gozo pirata, no porre das veias, no torpor das jugulares.

As faces se tornam um mecanismo evidente, exibe o rubro,
delata o sexo,
e o ego macho se aflora da prata,
lambisca o ouro e se alivia.
“Trago debilidade de uma cidade campestre,
lascívia de Eva,
gostosa como maçã.”
Não mais um martelo,
agora duas criaturas largadas admirando o voejar da desorbita…
Os lábios por segundo se calam satisfeitos,
mas logo se abre no recomeço,
no primeiro delírio do perfume,
no cheiro sensual que faz o papel de reconquista
no premente palco de mil peças!— “Ser ou não ser.”


Texto J.Vitor