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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Conquista

Era um fim de tarde, o moço tomou banho,
Escovou os cabelos saiu a passear.
Andou pelo shopping,
Fez gestos de graças e cortesia.

Vestia um linho correto.
Seu passeio pelas ruas tinha um intuito,
Fazer uma conquista de ímpeto.
Quando a desejada por ele passasse,
Faria gracejos e floretes galantes
Com palavras belas que a satisfizesse.
De tímido, usaria frases de pouco verbetes.

Assim aconteceu, uma primeira vista,
Feita dos elogios que anteviu.
Pintou-a com os olhos de artista
E falou tudo que o coração pediu

Sem saber como, a moça sorriu,
“sorriso elegante e juvenil,”
Ele se atirou em galanteios,
Abriu-se em falas e gorjeios.
Falou de tudo que “Luzia.”
Depois pediu para ouvi-la.
Ouvia tudo que dela partia,
Não importou ser a primeira vez que a via.
Soube daquele momento o que queria.
Quis encontrá-la no decorrer...
Marcou encontro para revê-la
E os braços já caminhavam juntos.
Amistosos, bem laçados e adjuntos,
Seus passos deslizavam tranqüilos
Como praticantes de estilos.
Foram de passo em passo
No caminho da capela,
Rezaram um padre nosso
E tornaram para cidadela.
“Antes de marcar um evento”
Foi pedir a mão dela.
Depois tornariam a falar com o Bento
falariam sobre uma data boa para o casamento.
Fizeram uma lista de convidados
A lista era enorme
Muitos amigos chegados
E parentes de costume.
Casamento bonito, dentro dos conforme.
Havia cesto de pão
Caixas de bebidas
Espetinho de picles no repolhão
E outras comidas.
Voltaram da lua de mel
com diploma de belo casal
Aptos para o menestrel
de um curso formal em delongas da vida.
Dali em diante entrava pela porta
as lutas garridas.
que começaram sem notas e rotas
Começou por desejos,
conquistas e cortejos.

de José Vitor