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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Em noites de lua quebrada
Aterro-me na cama
Cavouco os pesadelos
Alguns rasos
Outros profundos
Todos, causas dos janeiros que se passam
Causas de um dia ter sonhado com a felicidade
De ter planejado sortes futuras,
Ramos de flores, uma namorada para ser a noiva
Para ser a mulher de companhia eterna.

Então acordo transpirando
Embora tudo seja sonho
As angustiam se vestem verdadeiras
E investem em estrelas apagadas
Fazem-me recobrar as apuras que tinha
Quando o papão das noites
Dizia-me: nunca terás uma dama,
Esposa não subirá em vossa cama,

Não conhecerás o amor,
Vagarás pela velhice a sós.
Num destes ocasos de luar quebrado
Dormindo em sofreguidão
Rasava-me os olhos em angustia
Fazia-me apertado o coração,
Foi quando, repentino,
Despertei-me em voz lamuriando orações tristes,
indagava a Deus, e mesmo sem ouvi-lo,
Compreendi o silêncio de um bastardo.


J.VL