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quinta-feira, 19 de março de 2015

Tristeza

Sinto ser um prisioneiro do silêncio
Ir para onde? Não sei!
Dizem que o mundo é grande
E por ser tão grande é que fico perdido.

Tenho medo... perdido estou,
Enxergo escuros no quarto, o vazio.
Justo eu que já jurei sigilo de voz,
Que afiancei o breu optativo.

E agora!?

Estou cansado das noites
Dos palavreados quietos das estrelas
Do imensurável cálculo de pensamentos.
Ainda mais, a imensidão grita de boca fechada.
E eu ouço, e me aguço no estertor de fora.

Tenho a afoiteza de olhar a tristeza da lua.
Faz-me parecer que chora, ou ao menos,
Há nela um mantra de purificação.

 Até sei que atrás do céu é um lar.
Será isto este estar quieto
Que faz dos pés um piloto automático!

Os grilos no quintal estão orando
Sei que eles louvam a Deus
E se louvam, é por estar esperançosos?
Ou por saber que existem almas,

A minha alma está apagada
O dispositivo do lume não clareia
Não abre picada na vida
Pressinto-me minúsculo, perdido...


J.VLemes