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sábado, 13 de dezembro de 2014

Mar de sal

J.VLemes


Depois de tanto marujos lançados ao mar
Fica provado que carnes desgraçadas foram salgadas
Reis em tempos de descobertas, participavam, mastigavam e batiam palmas para tais orgias de capitães.
Fácil é imaginar que águas de hoje estejam com odor de vítimas.
Quantas vísceras foram repartidas para que o Brasil boçal comprasse ingênua liberdade.
Português, bateram vista em índias nossas
Fazendo delas mães de uma raça que viria do luxo de mãos devassas.

Chora uma nação que outrora não sabia de defeitos
E nem se existia sujeitos por atrás dos mares.
Em nome de quê dizem ter feitos descobertas?
Em nada me alegra saber que poetas de Portugal 
Fizeram poesias com o nosso sal. Acaso,
já não havia em suas praias areias que não fossem produtos de cobiça?
Salvem os Índios queridos que José Alencar nos deu;
Salve Ceci, Peri, que por fim, nos ensinou a resignar berços de fora.