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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Quatro amores


J. Vlemes

QUATRO amores que não esquecerei…:
PRIMEIRA, Helena!!!
…O mais novo, era eu ou era ela, não sei!
Que fosse  ela ou que fosse eu, lembra-me somente que eu tinha nove anos.
Ela! Que importância teria agora!
Minha paixão de menino era audaciosa, porém incapaz de ser adulta ao ponto de lhe fazer perguntas audazes.
Ah!! Aquela paixão!!
Aquele ano!!
Aquele ano foi de preâmbulos:
O sinal da escola tocava; as classes tinham que sair para o pátio em fila. (Era uma ditatória que me agoniava): Teria que esperar a classe dela sair ou se já tivesse saído, então me punha a correr entre os trilhos no meio dos eucaliptos  para alcança-La.
Lembro-me perfeitamente — alguns saiam acompanhados dos pais, outros faziam grupos para caminharem juntos, e eu saia esbaforido com o coração em pulos de idolatria.
O ano terminou, as férias vieram e a desilusão foi arrancando as esperanças, cresci…
Novamente, me apaixonei pela SEGUNDA vez.
Estava refeito! Estonteava-me a nova felicidade.
Contudo, o nosso namoro não foi de amor mútuo.
Somente o meu coração entrara na gaiola da paixão.
Sofri! Pois havia ficado preso como um pássaro que perde a liberdade.
E assim, decorrido os dias, recebi alforria da dor e com a carta em mãos passei a  me apaixonar em cada esquina, em cada salão de baile; (a cada virada de primavera começava um relacionamento novo.)
Essas foram muitas dentro de uma paixão só; ou melhor: Teresa, Joana, Antônia, Estela… e as demais, representam-me aqui como minha “TERCEIRA paixão.”

Por final conheci Maria!!! Veio a ser a QUARTA e a última paixão.