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sábado, 12 de outubro de 2013

Viver as bodas

[ J. VLemes ]

Já fui de fazer barulho, de fazer arruaça,
Tive época de fazer caminhadas,
Outras de fazer ginásticas; ou de simplesmente não fazer nada. Depois, bem depois eu tive necessidade de vasculhar o sentimento. Reencontrei-me nas letras como se a vida fosse páginas depositadas numa sala silenciosa.
De princípio, quando barrei na plaquinha de documentos arquivados; dei de ombros. Perguntei-me: o que irei fazer com toda esta papelada!? 
Mas como sou o autor de tudo ali guardado, invadi o recinto, criei particular academia das letras.
Como tudo na vida tem os seus levantes e relevantes, não dei corda para as coisas estagnadas. Caminhei, fui me buscar. Encontrei-me repartido entre passagens bem sucedidas e noutras, erros que gostaria de não tê-los cometidos.  
Passei a ser o meu próprio funcionário. Tirei o pó da sala, limpei a escrivaninha,  comprei uma cadeira de couro, ignorei o tinteiro e a pena, fiquei com a caneta de ouro.
Às vezes penso! Será que não estão na hora de reorganizar os bilhetes, os poemas… até mesmo as poesias esquecidas…
Se antes eu fui de fazer barulhos, de ter namoradas, de ter uma noiva, esposa querida; então é chegado o momento de viver a intensidade de cada boda, de cada aniversário, e por em prática as experiências adquiridas.