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domingo, 26 de maio de 2013

Reciclagem


[ J.Vitor ]

O pensamento é bancado de irreal,
De imaturo, um pouco de real duro.
resulta-se em aforismo esvoaçado,
Surge o abstrato, o concreto, a letra, a palavra, à sentença, a vírgula, o ponto, a reticência, a planta, a construção, o prédio, a dor, o amor, o louvor, o espaço que apoiam os pássaros, que permite a gravitação, o voo dos jatos, dos Boeing carregados;
As coisas leves que se ouve, as pesadas que se diz, o amor que nasce… que parte…
Que leva paixão ao aprendiz.
Outras se perdem de ódio infernal.
Mentir-se-ia se ditas no céu
Flutuando, pairando, imitando a perdiz…

Verdade, de tê-las concreta.
Sim, aqui, tangendo, esborniando.
Dando palavras a este papel…
Apresentando restas do que não se fez,
Importâncias do que faz… de outra vez.
Se as fez ou as faz, que importa…
Se no fim, não no confim;
Bem aqui… no chão de poeira, no colchão de canseira, na cadeira, na espreguiçadeira; ... então diremos:
Fez o que fez, irreal.
faz o que faz, real.
Fez e faz, com acerto.
Somos gari correndo a vassoura,
Recolhendo daqui… dali…
… injetando  o fantasmagórico,
Buscando do jovem, misturando no senil para refazer o ar,
para reciclar as letras e dar à ideia a realidade renovada;
esvaídas de adágio, escondidas como pimpolho da videira,