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domingo, 3 de março de 2013

Cadê?


[ J. Vitor ]

Sinto que estou sendo apanhado
Vão-se as letras, correm as frases,
Os provérbios perdem a sabedoria.
Tudo em mim míngua,
Os amigos estão nebulados
A serotonina  que alimentava as amantes , secou.
O coração está árido, as rodadas não divagam.
Até o sonho perdeu a locução,
As noites são escuras — semelhantemente, as poesias…
Delas, o peito se encharca em sangria.

O último de mim escoa nas raízes,
Os brotos mirram… não prometem,
Não premeditam primavera.