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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Passarela da vida



[J.Vitor]  
(é uma música, falta o compositor rsrsr)

Parou tudo na avenida,
Veio à chuva; abriram os guardas chuvas.
A morena acostou-se em outro lugar.
Do prazer e do regaço… a fuga parou,

Abaixo: os homens olhavam a musa
— Do outro lado — Ela desfilava molhada e fria,
Sem blusa: — uma minissaia com camiseta regata.
(A mulher protocolada naquele espaço sorria.)
Mais à frente, quase adjacente, numa piscina pública.
Transpareciam pulcritudes loiras, ruivas, e outras…
Toalhas estiradas. Meninas em realce ao alcance da vista.
Naturalmente os olhares as aqueciam!

…Tudo Parou na avenida,
Cessou a chuva. Fecharam os guardas chuvas
No entanto deu inicial a uma peça coloquial:

Novamente tudo parou, tudo,— nada fiz,
Fiquei atrás da vida sem participar do cenário,
Proibido de estar naquele lugar,
Coibido de representar! Ponderando, pensei:
— nada de parque, nada shopping,
Nada de nada ao quanto o mundo rola — Rola?
não no globo
Ou na realidade de uma bola!
Rola exclusiva, coberta de opróbrio,
Assistida de aplausos e Shows!

Talvez haja este cenário,
e uma plateia fechada…
sem ensaio, que não precise de parque,
que não vá ao shopping,
que não tenha nada aplausível
Nada do mundo divisível.
Só o ego apurado;
vestido como a lua do outro lado,
Coberta das noites estreladas…
— aplaudindo e assistindo o espetáculo…