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sábado, 7 de julho de 2012

Saudades de Maria


Saudades que tenho são como as ondas 
elas vem nas maresias que esmaecem     
abrem voçorocas nas areias, esculpem camadas,
assim sou: pesares que remontam e não se esquecem

Saudades que tenho são aromas inevitáveis
São as toalhas na mesa, os frutos nos cestos,
a nossa cadeira de palha, as horas intermináveis.

Sentávamos no braço do sofá:
Discutíamos soluções, e achávamos:
Estavam nas horas tidas de aluar.


Maria se achegava importante
Persuasiva nas horas à toa,
Tinha o hábito de amor amante,
Trazia truanice boa…

Chegada pelo acaso. Íamos à praça
Sorriamos pelas balbúrdias das maritacas
Dos pássaros sobrestados nos galhos:
Certo é… fazíamos namoricos.

de J. Vitor