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sábado, 12 de janeiro de 2013

Viver um pensamento


Tive que ser drástico quando ela me perguntou: — tem que ser assim? Fui tomado de impulso, explodi numa carreira de respostas, respondi:
— “Tem que ser assim,” tem que ser numa sinóptica de reprimenda; por que se eu der mole para os meus sentimentos serei dominado pelo desejo, e no escuro das ilusões resta manter tramelas nas novidades.
Já não tenho mais a formalidade de um homem que navega em prospectos de fantasia.

Não eram mais dela as perguntas. Daquele instante em diante passei às próprias indagações…
A vida estava mareada e toda sua força se agarrava nas experiências e conceitos de tantas vezes repassado numa força de suposto momento… “se um dia viesse o renascer do amor!”

Veio! Agora entrelaçado nos cômodos dos abraços, nas moradias das inquietações, é assim que estou: na passagem do riso, no caminho de uma consternação que até pode viver os seus minutos santos…
Pode!? Não pôde…!
Não pode por que a jangada do tempo perde-se com os nós do cipó que tão logo acima nos deixará em qualquer porto abandonado.
Será deste modo: ela viverá a situação de uma nova aventura. Sofrerei as agruras… Iates novos acortinarão uma exibição de águas.
Nesta equiparação o meu amor sofrerá! Ela ira entender que também é um coração escravo das possibilidades que navega o globo varonil…
Não terei força neste momento de ser justo e ainda lhe dizer: Vai! 
O oceano é um pano que não termina!  
E assim… eu termino aqui: exilado!
Por um lado poderia ter consumido a experiência e vivido o poema de Vinicius Moraes que diz:

“Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja, infinito enquanto dure."

Se hoje me perguntarem, onde moro, ficarei em confusão.
se perguntarem onde está o meu pensamento, então sim,
rapidamente terei resposta, sairei por mim mesmo, tomarei as ruas de cada suspiro…  invernarei em sonhos… criarei afortunados passeios.

O meu coração que não sabe mais o caminho de casa… entra pelos Mapas Google — “em fantasias”, toma rumos impossíveis… devaneia…
Tenho que ser drástico! Construirei uma moradia especial para por a ilusão. Vou criar criados novos, uma cama e a serventia de uma mucama que faça e desfaça as roupas de cada lua de mel.

de J.Vitor