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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Viagem ao inesquecível


Esta viagem que faço é a mesma que fazem as árvores
Por muitas estações vegetam, se projetam aveludadas,
Revestem-se da bandeira verde, entram na brincadeira
Aformoseiam-se da estação no vergel de folhas e touceiras.

Repito! Esta viagem faz paragem no amor
tenho no roteiro mil trejeitos em prenúncios de flores
Estou no início do sem fim, corro sem limites,
protegido pelo pára-brisas, guardo-me para o deleite da noite.
Vou a mil na propícia pista até me ver no cerco da bela Rosa.
 
Sei das intimidades das árvores,
das noitadas enluaradas que elas deliram.
sei que há uma época em que secam.
seus galhos ficam desconfortáveis,
suas folhas caem no compromisso único:

Preparar o paraíso no conforto de um cobertor,
num propor de fronha, numa troca de lençol. 

As folhas dormentes… descem, tecem, se ajoelham displicentes…
Santas como o costume das inocentes...
despojadas como noivas
vestidas de véu
despidas na graça de terem uma lua de mel…

… Dormem docentes plumas
puras plumas no colo do solo,
despidas… despendidas
efemeridade no costume da terra
feminilidade no plural de beijos…

Continuarei a viagem, uma vadiagem pela natureza
sirvo-me dos néctares, das suas gotas de seivas,
embriago-me ao ver suas vestes nas prestes da forquilha,
sou assim… um olhar perdido, um suspiro querido…

Mistura-se em nós um requerer de frutos
uma promissão de tolher os caroços,  
de sorver sem pressa cada gosto de gozo…
cada folha que se desprende dos lábios…   

de J.Vitor