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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Finado/ feriado 02/11/2011


A mais profunda solidão é estar numa noite escura
onde até a claridade torna-se um monstro. Vazia…
Apalpa-se o umbigo a procura do cordão mamãe.
E neste instante pouca coisa resta,
os olhos prestam-se em lágrimas e
deles esgotam a solidez da alma, e,
como se ainda possível… nada mais existe…
nem o momento vago e triste. Nada… nada… inerte…
rebrotam lampejos… adormece no último soluço.
Pela manhã, ainda debruço, percebe-se então… o primeiro dia de sol…
Se quiseres saber o que é sair do coração, eu conto…!
Conto que o pulso lateja, é pouco, pois dentro do peito,
percebe-se uma bomba desnecessária,
antes fosse ele no despejo, na marcha fúnebre do cortejo.
Os carros, um atrás do outro, leva um pesar no pára-brisa.
Na frente vai o carro preto;
vêm puxando a companhia,
seus braços se estiram nos cruzamentos,
a sirene berra dor vazia.
Os faróis ficam confusos, mas entendem que o ar parou,
que o vento faz minutos de quieta[mento].
Encerra-se no jazigo um culto que para sempre será lembrado,
e que neste dia,
todos tenham este presentemente finado.



de J.Vitor