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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Agitação na câmara






Certe vez, sua majestade o Rei Leão; incumbiu os ministros para agitarem as matas, pois, a estação do ano trazia nesta época calmaria. Então se adiantou a comissão dos micos macacos; entre eles destacou-se o presidente da câmera (eleito para as modificações.)

Chegou à hora! Disse o Mico para seu secretário, será agora que modificarei o hábito do reino, e, não tardou o 

novo edito; os pássaros estavam proibidos de voar, teriam que se arrastar, assim, como fazem as cobras. Até que no início havia certa graça. Os penados eram vistos refutando, mesmo assim se arrastavam como predizia o dito; de todos os lados havia desde o urubu até ao colibri.
Aos répteis se deu à experiência do vôo: os lagartos estavam felizes  com a facilidade  de se alimentarem.
 A respeito dos jacarés e crocodilos sofriam quando pousavam em galhos finos, pequenos ou secos; o galho dava um estalido e vinha abaixo,  o bicho desenxabido saia badalando a calda: a risada dos micos era geral; pois a eles, (do gênero serelepes do cipó)  ficou  o   costume dos nobres, que era: sentarem-se à mesa da corte, saborearem deliciosas tortas de banana e galhofar o tempo todo dos desajeito que eles causavam.

O leão, nada podia fazer. O sistema dava ao conselho da corte poderes na unanimidade, e com o gravame do voto ser secreto.
Contudo, algo havia de ser feito, dar asa à dona cobra era malefício que abalava o reinado.
Queimando a bufa em sua cama,  lhe veio à idéia:  irei contrapor usando a artimanha desta trama; para tanto quero ao meu lado os prelados bichos grandes. Criou-se assim o ministério da marinha e para o cargo assumiu a Baleia. A baleia sabendo da argúcia  temeu o cargo e pediu que para tanto se criasse juntamente o ministério do exército e dentre os poderes, predominasse a força 

do  almirante elefante, 

a sisudez  do hipopótamo e a força do apadrinhado burro.   
Bom. Trocando isso a tudo,  o que restou foi um cabide de  tirania sem fim.  
    Sentávamos a mesa, num redor de família. Foi então que surgiu está fábula e passamos a falar de Micos!


de J.Vitor