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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Vizinha


Oi vizinha!

Sou teu vizinho! Bom vizinho… sou medianamente simpático, sou medianamente alguma coisa.
Ao vê-la, sem dúvida fico descabido… caído do sentido. Sei pelas vezes que sobes e desce à rua. Tu passas, trás a graça, deixa-me nu num palco da praça onde só as rosas têm a qualidade bela…
— “O olhar do cravo???" 
— Nada mais… mero acaso em desorbita.
Este é o realismo da rudeza. Tu passas, e a cada passo ergo com cenho um tanto da tua beleza, vou erguendo… vou erguendo… vem a mostra o rendado que volteia o globo da fantasia. Continuo erguendo, aumenta-se o V ao redor da lua cheia.   Entro numa estrela vazia. Levo o meu ato até a última volúpia.
Sem pressa, arredo às hastes do elástico, faço eclodir à sensualidade da fruta — A mostra vem à imagem entre as cortinas do palco!
Na verdade, de olhar fico no enterprise, repriso as elipses dos suspiros, aumento a intensidade jocosa. Vou ao caminho abrindo o universo. Pouco espero… desespero em querer. Fazer e fazer, até as pernas fraquejarem. 
 É assim: —  Uma orbita sem vestido de tecido,  ou qualquer que acoberte a felicidade.

de J.Vitor