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sábado, 13 de agosto de 2011

Piracema do amor

Vendo em ti este rosto doce com gotas de cristal.
Vinicius de Morais diria:  — Oh delicadas lágrimas,
Guardarei este rio das tuas faces... liiindo!
E farei que aconteça o mais explícito arco íris.
E quando em ti estiver, tenhas certezas que remarei teu corpo acima, entrarei pela piracema das águas, deixar-me-ei ir pela cachoeira… esta fará uma queda branda... Invadirá o lugar mais possível, no poema indelével da tua alma!
Proibirei com o meu amor — “nunca mais deixar descer pelo teu rosto tal mau.”
Que este esmaecimento sirva-me de um refúgio, pois,
tenho nele minha paragem de conquista, aporto-me num berço de areia, abro os braços e clamo teu nome no azul dos pensamentos,
Coisas que só o coração sabe fazer.
Que este refúgio tenha sido entrar pelo teu olhar,
e que nele tenha feito esta paragem atrevida,
pois o esforço de ter chegado aonde mora teus pensamentos custou a minha última desova; portanto, resta-me ser feliz!
Só durmo quando a cachoeira se cansa, então, o mundo se cala, e eu aproveito… descanso!


Texto J.Vitor