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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Dias diferentes

Tem dias que são diferentes: acorda-se contente,
30, 40 minutos antes do despertador; bolina a companheira,
ela acorda, sorri, entende o fustigo,
levanta, se ajeita e vem;
sabe que é dia de poesia, nestes dias não existe simplicidade, não existe poesia mal feita.
Toda poesia tem começo, e é preciso terminá-la;
E para terminá-la, leva-se a vida toda,


Não importa que se faça uma, duas, "três estrofes a cada dia."
Tem dia que simplesmente passa evasivo.
E os motivos! por muitos: a criança quer a mamadeira,
O telefone inoportuno, o cão que chorou a noite toda.
E por tudo, não se fez um verso de poesia.
Não importa! O dia é o sucesso da noite,
À noite continuação de poesia.
Diz o casal, — amor não terminamos nossa tarefa,
— Lembras, estávamos nesta manhã ausentes;
Colhíamos amora para a torta da tarde...
Inesperados, não ceifamos o necessário.
— Que me dizes de voltarmos às moitas...
Assim mais à noite, eu preparo as frutas;
Tu terminas as poesias...
— nos dias iguais, vou a fabrica, achego-me nas máquinas, ajusto-a para fabricar sapatos.
Converso com o reverendo,
encontro o vizinho na feira, compro peixes...

Nos dias diferentes, faço as mesmas coisas:
Vou ao cinema, alugo fitas;
às vezes convidam-nos para casamento.
A diferença é que nestes dias pauso a poesia...



texto de J.Vitor