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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Paralelas

Quando termino um pensamento com lápis;
Levo algum tempo para entender o grafite.
E outro tempo para interpretar as letras.

Elas vão alem da cartilha,
falam de coisas que ainda não vivi
Joga na minha cama sonhos que não tive.


O lápis é uma raposa e as folhas são astutas,
Roubam-me mil coisas, “segredos que não estão na lista”.
Amores de vista nas razões que o coração pergunta!?

O meu lápis é uma ferramenta de analista
Suas folhas brancas me confundem
Será tudo isto o lençol do meu leito?
Será o divã em que deito?

— De um lado versifica-se o lápis preto,
Copia frases, imita o meu jeito.
Do outro lado é versão do submundo
E eu dentro como se estivesse noutro mundo!

de J.Vitor