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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Mazela

exportei
Falarei da velha casa, do velho portão, 
Do canário aflito, do cão Alemão e
seus latidos que soavam como canção;
A prédica do Padre, "o falido sermão".

Eu gostava de ficar no portão,
Sentava a beira do muro, namorava:
que fosse no acontecer do dia ou não,
abaixo da luz pendurada no poste. Esperava...

Se chovesse, ficava na janela
olhava os pormenores, tudo.
Os raios relampejando, ofuscando a vela.
A água tracejada — rabiscando o mundo.

Gostava de ficar na janela!
Imaginava que do distante algo havia.
Coisas que transformasse saudade aquela
Ou talvez um sorriso doce vindo da ferrovia.

Juntei toda quimera; derribei no chão de vidro:
O canário dito dobrou o repicado!
O cachorro latiu, ainda que cansado!
O reverendo proferiu o assunto do livro.

Na verdade esforço-me agora para falar do passado
Da rua esburacada pintada de terra vermelha
Do velho varal de mourão no chão fincado.
Venho da reflexão, e, trouxe a minha mazela!”

J.Vitor