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sexta-feira, 27 de abril de 2012

A morte

Crucia inevitável
Caminha na costa da vida
Cavalga num curso lastimável  
Leva quem a alma convida.

É um processo inverso
Entra no seio do universo
E volta do lugar que surgiu
Na mesma forma em que saiu.

A morte!
É igual a uma semente
Arrebenta a terra de repente
E começa sua história
Traz memória de uma árvore
Mostra suas flores,
Consegue os frutos
Vive as estações,
Sobrevivem eras de outono
Suporta o solstício,
se divide com o equinócio
Abriga a natureza dos pássaros
Cede um pedacinho para os ninhos
Decora a primavera vestindo-se de verde:
Produz sombra e amores…

A morte!      
Só á sabe quem está vivo,
Porque o após é feito no desfecho!
Entra no útero do nada
E começa a ser gerada,
Velada na expectativa do eterno
Selada entre céu e inferno.

Ela é tão certa como o nascimento
Como uma circunstância sem pensamento
Vive sua sala de beleza
Assiste o ensaio rápido da dança 
e quando se cansa…
Ela! A morte! Mistura-se da natureza...

de J.Vitor