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sexta-feira, 20 de maio de 2011

A desconhecida


Pelas horas da manhã
Enquadro no retrovisor… o olhar ambicioso.
O portão da casa Amarela se abre. É ela…
É como se fosse um quadro... pintura de tela!

Conto cada passo, no cinqüenta e quatro
“passarás pela janela.” Decorei os seus tiks.
Assim que passar o limiar do pára-choque.
“Mudará a bolsa de ombro” 
Segue. Eu cobiço…
Sonho realidade… fico a margem
Faço assédios nas marcas da roupa
Desfaço as presilhas e solto o menino presidiário.

Assim, sou um sonhador em exercício,
um construtor que anda o patamar do desejo
que cria no limiar, traços para os beijos.
Viaja na silhueta das pernas e se locupleta
Rabisca mais… dou forma às coxas, se arquiteta.

Estes encantos seguem nas linhas do desenho
Arrasta, traz o redito nos vidros escuros.
Contemplo as pintas que advenham
que realça a beleza do rosto

Assim a vejo: um manequim de zelo.
Namoro o pisar dos sapatos,
o revoar do vestido, sou fã dos cabelos:
Eles criam tréplicas, macies... aparatos...

É assim que a vejo!
Num branco de tecido voal… Cheia de caldas,
Inundada de rendas e grinaldas...
Ponho o amor entre as linhas do arpejo.

Novamente te sigo… tu andas…
Brinco com a tua cintura:
Ponho melodia. Danço o enredo,
Pratico o ritmo, crio orquestra:
“as notas salvam a criatura”!

Teus passos estão confusos na conta
São muitos, começam a se perder no declive
E os meus olhos se debatem na jaula
Querem praticar uma fuga impossível.

Assim termino a minha pena
Dou alforria para o Iris, deixa-a ir;
Ele fica ao redor sem perder o perfume que ali passou.
Os lábios se apertam entre si,
O corpo perde o controle e morre alucinado…

A música também chegou ao fim
Recomeçá-la no play farei amanhã
Quando a menina da casa amarela
Abrir o portão!

de J.Vitor