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domingo, 9 de setembro de 2012

“As Flores que amo!”


Eminente das dores que sente segue a Parda menina.
A alma se enrodilha de lagrimejar
Os olhos se inundam,
Faz deles peixes na bacia do mar, e
Na vazante de quando o salmão vai a piracema,
As águas descem preamar,
A escusa sobe inédia.
Luta contra as afluentes.

O instante lhe faz pierrô.
As letras nas asas da borboleta são silabas iguais,
Sobem iguais.
O chinelo em seu pé também segue igual.
“Assustada” continua a fuga.
Escapa, entende a voz do destino.
Fosse tal um peixe na toca solapando com as mãos esquivas.

Chilreie semelhante à pardoca.
Ronca a oração dos peixes.
Eminente das dores que sente
Evasiva, “a menina” segue rodeada das algas
Os olhos trancafiados em redoma, solta
as lágrimas que inundam o mundo

A prece! Sua apadrinhada:
Tonéis na bacia do mar.
Suas mãos se tornam barbatanas,
Os dedos se apegam nas pedras,
Seu grito é contra as vazantes.
Seus poemas nascem da luta dos peixes que imigram
Pois, vão ao último rebento e, morrem.
Piracema…
Às águas descem mareando-cheias,
À menina sobe.
Luta contra o curso.

O instante lhe faz piegas.
As letras nas asas da borboleta não lhe ditam nome,
Borboleteia aleatório.
O chinelo em seu pé se acastela de pisar as pedras.
Eminente a menina segue.
Escapa... Observa o vapor que sobe
E trás a voz do destino.
“Eis fosse um peixe na toca;”
Esquiva, fugiria das sebes,
E das agruras demais...

Fosse tal, um peixe fugitivo,
Perpetuar-se livre
Ver-se em limos de águas vasas.
— quis os chinelos...
Os sapatos lhe apertam os pés.
Camisetas! Bem abertas.
Seus pensamentos... Leres
Livres... Como folhas de outono
Idas a léu, vagabundas sem eira.
Acorda. A manhã lhe vem acesa.
O dia se tece de linho e anzol.
Ela curva-se de joelhos
E repete a oração:

– Quero ser forra
Solta como as nuvens
Olhá-las de quando pássaros revoam o limbo.
— Gosto de chinelos
Sapatos me apertam os pés.
As camisetas? Quero-as abertas.
Pensamentos ociosos pairando o ar,
Vagas caminhantes do acordar errante — sem quesito...

de J. Vitor