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terça-feira, 20 de maio de 2014

Mundo de bagatela

J.VLemes

Estava nesta manhã absorto,
o pensamento escorava-se no nada;
no repente ouço um pardal na parabólica,
pipiava, pipiava…
Avocava a atenção.
Passei a imaginar que ele me chamava
ou quisesse me fazer companhia.
Ergui mais o meu corpo, e ele continuou imóvel,
                                                  [ pipilando…
Refletindo melhor, percebi que o meu pensar era absurdo.
Compreendi que estava tendo uma presunção.
Porque o pardoquinha estaria mexendo comigo?
Que valor eu teria? — Nenhum!.
Porque um ilustre pardal se juntaria a este vil senhor?
Gastando seu gorjeio a toa!? — Acaso não tem ele as arvores que quiser?
A liberdade do céu sem comandante,
Sem precisar informar-se com a base,
Porventura não é ele proprietário dos beirais…!

Então respondi a mim,
Que ele, tão forro, não perderia tempo com um preso.
Passou alguns minutos, trinou mais algumas palavras de pássaro e se foi.
Significou então —
Que o encanto havia quebrado e o danadinho
Despertou-se da hipnose,  voou…

E eu, voltei para o meu mundo, em bagatela.