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sábado, 19 de abril de 2014

Desesperançado

J. VLemes

Depositei no longe da vida um plano de buscar uma casa construída com telhas romanas, ampla varanda,
Cozinha e quarto para estabelecer um grande amor.
Esperei, me formei, construí, depois sai pelas ruas da cidade; então te conheci, envie-lhe uma carta, e fiquei a esperar – soube logo após que tu não virias.
 Ah! Que pena que para mim tu não venhas, não me desenha, nem ao menos rabisca um gesto de esperança,
Uma crença pequena que seja para que eu viesse a ser um seguidor.
Nada me restou, pouco lhe importou a minha paixão.
Então caí numa profusa solidão, e para que doutros não viesse saber, bebi,bebi… Dobrei a minha dor numa caixa, e fiquei pelo duro verão.
Embarquei nos dias entornando o  esquecimento.
Atravessei  às horas como se fosse um relógio na parede;

…Todos olham! Sem compreendê-lo, sua máquina trabalha pela convenção de espalhar o tempo.