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domingo, 22 de julho de 2012

Se houver

imagem da web



Ah! Se me sobrar amanhã, o depois ainda,
Um pedacinho de chão, uma horta onde possa por a mão,
Cutucar uma covinha, fazer nascer uma brotação:
No mínimo ver levantar a costa de um feijão

Sentir-me igual ao caroço quando solta de si a casca:
Ainda feia, rugosa, “como crosta de ferida”
Porém, trazendo o germe que perpassa o ar gélido,
Vendo sobre si, a terra que se aberra gentil.

Ah! Se sobrar o depois da manhã, se o após ainda!
Verei crescer a plantação, extirparei o gafanhoto
Até que o fruto se complete amarelo como sol!

Deitarei esparramado, tirarei o pensamento,
Pousarei os espantalhos. Ficarei zen.
Os ossos ficarão  esquecidos do feijão.

J.Vitor